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“No fim da legislatura o nível da burocracia na relação com as empresas vai descer de forma abrupta”

É um superministro, responsável pela Economia há um ano, que foi um tempo de preparação, mas também de trabalho, que tem para apresentar, como o Banco de Fomento operacional e o PRR recuperado. Aposta agora na IA, com a formação de 100 mil trabalhadores de PME, para alavancar a produtividade. Eno combate à burocracia e ao incumprimento de prazos, guerras que se assume determinado em combater.

Um antigo titular da pasta da Economia dizia-me que este era um cargo ingrato, porque as decisões mais relevantes não se tomavam dentro do ministério, mas nas Finanças, no Trabalho, no Ambiente, em Bruxelas. Concorda com esta visão? Queria ter mais ferramentas?
Ao fim e ao cabo, o que esse meu antecessor estava a dizer, e bem, é que o trabalho do Governo, e particularmente no Ministério da Economia, é um trabalho de equipa. E em quase todas as organizações, o trabalho em equipa é o que resulta melhor. Tenho de dizer que uma parte fundamental do meu trabalho é articular-me com o ministro das Finanças, o que não tem sido difícil porque ele só baixa impostos. Com o ministro da Agricultura, que tem muitas conexões, designadamente o agroalimentar. Com a ministra do Trabalho, na componente de legislação laboral e da formação profissional. Com a ministra do Ambiente, com a ministra da Justiça. Para já não falar da Comissão Europeia, das instituições europeias, por onde passa muita da legislação que é decisiva para a vida das empresas.

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