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‘Rei do Norte’ quer acabar com excesso de poder de Londres

Apelidado frequentemente de ‘King of the North’, o perfil de Andy Burnham combina uma postura de proximidade popular com foco no primado dos investimentos estatais.

Foi isso que praticou em 2017, quando abandonou o parlamento em Londres para se tornar o primeiro mayor eleito da Grande Manchester. Ganhou notoriedade em 2020 ao enfrentar publicamente o governo de Boris Johnson, exigindo mais apoios financeiros para os trabalhadores do Norte durante os confinamentos da pandemia.
Já antes disso tinha sido ministro por duas vezes (da Cultura e da Saúde) e pedido por duas vezes a corrida à liderança dos trabalhistas – para Ed Miliband, que será o ’seu’ ministro dos Negócios Estrangeiros, e para Jeremy Corbyn.
Burnham define-se como pertencente à ala de centro-esquerda tradicional e assume a defesa intransigente do serviço público de saúde, o controlo público dos transportes e da energia, a reindustrialização e transferência de poderes de Londres para as regiões.
Quanto ao mais, gosta de fazer de conta que é DJ, toca guitarra (parece que é ou foi um amador promissor) prefere Indie e Rock de Manchester e entre as suas bandas favoritas destacam-se os Oasis, The Stone Roses, The Smiths e New Order. Aprecia o ambiente social dos pubs tradicionais e já declarou o seu gosto por cervejas do tipo ‘ale’.
Aprecia o ambiente social dos pubs tradicionais e já declarou o seu gosto por cervejas do tipo ‘ale’. Demonstra orgulho na gastronomia e no estilo de vida do norte, preferindo marcas, roupa e hábitos associados à classe trabalhadora daquela região e rejeitando o estilo mais elitista de Westminster. AFS

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