A relevância, a criação de valor e a proximidade com o cliente serão, se as associarmos à confiança e conveniência, elementos de vantagem para o setor da banca, que não compete só entre si mas com fintechs, plataformas digitais e outros ecossistemas.
O tema esteve em discussão na conferência “Os novos desafios da banca num contexto de disrupção global”, promovida em conjunto pela Católica-Lisbon SBE | Executive Education e pela NTT DATA Portugal esta quinta-feira, 25 de junho, que juntaram líderes que, representando perpetivas e setores diferentes, se debatem com os desafios correntes de um mundo em mudança e altamente dependente do acompanhamento de novas soluções tecnológicas – e não só.
“Normalmente as organizações não desaparecem quando perdem ou quando a tecnologia muda, efetivamente desaparecem quando deixam de incluir os seus clientes e a sociedade”.
A liderança, ou a boa liderança - “mais forte, potente e presente” -, é aquilo que vai fazer a diferença nestes tempos de transformação. E a “capacidade que a liderança vai ter para implementar modelos necessários e que fazem, mais do que nunca, diferença na banca”, foi defendido na conversa desta quinta-feira. Mas, defenderam, a “base da decisão final vai ser sempre humana”.
“A transformação vai ser total e a capacidade de liderança que se tem de ter é determinante para que os modelos crescem e para a criação de valor com impacto”.
Juntemos-lhe, como foi dito na conferência, a coragem. , “É a coragem de quem quiser fazer a transformação mais depressa do que os outros”, acrescentaram. E o que mais vai fazer a diferença? Além do tema residente da cibersegurança, “a construção da confiança entre o cliente e a banca”, traduzível para um “valor que a IA não será capaz de substituir”, ouviu-se.
Cientes do terreno e avanços feitos pelos bancos digitais, não é possível dizer que os modelos tradicionais, com o claro percurso de transformação, tenham sido ultrapassados. “A banca tradicional ainda tem fatores competitivos bastante fortes”, ouviu-se. Mas recuando à cibersegurança, é “fundamental no relacionamento e confiança com o banco”. “Sem problemas, sem quebras de serviço, sem nenhum sobressalto...”. “Os nossos backoffices e máquinas têm de ser capazes de enfrentar uma montanha, de desafios
E, sem surpresas, a importância dos agentes inteligentes para tornar os bancos “mais atrativos, com relevância e de confiança”. Internamente, a adoção de modelos de IA ou de agentes “é muitos mais do que garantir que toda a gente no banco está a usar o ChatGPT ou outros.
“Quem vai fazer a diferença são aqueles que imaginam a IA para reinventar o modelo de negócio”. Sobre a mudança que se avinha - e que está em curso -, esta adivinha-se “muito maior do que a nossa imaginação”. “Ao longo destes anos, a inovação nunca nasceu da tecnologia. Nasceu da coragem de construir o futuro”.
Quem vai fazer a diferença na banca do futuro e como?
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Os desafios do setor bancário num contexto de disrupção global estiveram em análise esta quinta-feira na Católica-Lisbon SBE, num evento conjunto com a NTT DATA Portugal.