No princípio era o polvo. Chamava-se Paul, morava no Sea Life Centre, em Oberhausen (Alemanha), e fez furor na forma como, em 2010 (em pleno Mundial da África do Sul), teve uma taxa de acerto de 100% nos resultados dos jogos da Alemanha e como previu que seria a seleção espanhola a conquistar o título. A técnica envolvia mexilhões e recipientes de plástico que estavam devidamente decorados com as bandeiras das seleções.
Terminada a gloriosa era dos cefalópodes videntes de resultados desportivos, a Alemanha partiu para especialistas de carne e osso e um economista tem vindo a destacar-se nesse papel com recurso a variáveis que parecem não estar relacionadas. Na véspera do início do Mundial, foram muitas as previsões de economistas e entidades financeiras que colocaram cá fora o seu vaticínio a partir de modelos matemáticos de grande complexidade.
Se o Goldman Sachs e o Bank of America dão Espanha e França como as seleções que deverão erguer a pequena mas imponente taça da FIFA, Joachim Klement, economista no banco de investimento Panmure Liberum (sediado em Londres), tem um veredito mais arrojado. Seria só mais uma previsão se Joachim Klement não tivesse acertado nos vencedores dos três últimos Mundiais de futebol: Alemanha (2014), França (2018) e Argentina (2022).
Portugal vai à final do Mundial, mas não traz a Taça dos EUA
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Há três campeonatos do mundo que o economista Joachim Klement acerta sempre no vencedor e para isso cruza dados tão díspares como o PIB per capita, o ranking da FIFA e a temperatura média do país.