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Quanto vale a Gronelândia? Um bilião de dólares!

Para os dinamarqueses e para os europeus, a pergunta não passa de um disparate. Mas há quem se tenha dado ao trabalho de fazer contas, que o ‘Finantial Times’ carimbou com a sua chancela.

Há pouco menos de uma década, Donald Trump, então no seu primeiro mandato, disse que os Estados Unidos comprariam a Gronelândia à Dinamarca. O assunto mereceu um lacónico “não está à venda” da parte do governo dinamarquês, mas, depois da investida militar sobre a Venezuela, tudo tomou um aspeto um bocadinho mais dramático. Trump insistiu, a resposta da Dinamarca ficou bastante mais musculada – no que não foi acompanhada pelos outros Estados-membros da União, note-se – mas os pragmáticos norte-americanos já fizeram as contas: a ilha, com 57 mil habitantes, pode valer um bilião de dólares (1.000.000.000.000), valor que considera a riqueza total de recursos naturais inexplorados. E tem a chancela do ‘Financial Times’, através de um dos blogs que alija nas suas páginas na Internet.
Os ativos identificados são as reservas minerais (neodímio, grafite e lítio), petróleo, gás natural e cobre – só faltando o valor geoestratégico. Noel Maurer, cientista político norte-americano, diz que a Gronelândia deve valer pelo menos o mesmo que os 7,2 milhões de dólares pagos à Rússia pelo Alasca em 1867, o que equivaleria a pelo menos 24 mil milhões – uma ninharia. A primeira oferta feita pelos Estados Unidos em 1868 foi de 5,5 milhões, pelo que fica claro que, à época, o Alasca contava muito mais para o conforto securitário dos norte-americanos.

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