Skip to main content

Quando saímos à rua que lugar queremos encontrar?

Arte e espaço público têm na cidade função de agregação social. Mas importa pensá-la. Criticamente e além da teoria. A nova edição “Outdoor Arts Portugal” trilha o caminho das respostas, sugere ações concretas e desafia ideias feitas sobre cultura, cidade e espaço público.

A pergunta do título é o trigger. Plasmada na capa da “Outdoor Arts Portugal”, a ambição continua lá dentro, nas páginas onde se reflete sobre o que foi feito e sobre os caminhos para o que pode e deve ser feito. Objetivo? Ser lido, claro. E servir de documento estratégico para apoiar decisores públicos, promotores culturais, agentes de mediação e estruturas de formação na “construção de políticas, programas e práticas mais coerentes, equitativas e eficazes” para a cidade. Artistas e economia em diálogo para valorizar os territórios. Porque subestimar o papel e a importância da criação artística em espaço público é um erro.
Os interlocutores do JE, Bruno Costa e Daniel Vilar, coordenadores editoriais desta nova edição, com a chancela da Bússola, parte precisamente dessa premissa. “Quando saímos à rua que lugar queremos encontrar?” O que aqui se propõe é, “antes de mais, uma mudança de escala e de mentalidade na forma como a criação artística em espaço público é integrada na governação urbana”, frisam. “Em vez de ser entendida como um complemento decorativo ou como um instrumento de animação pontual, a arte e as ferramentas da arte participativa são apresentadas como uma ferramenta estratégica de construção de lugar, com impacto direto na coesão social, na identidade territorial e na qualidade da vida urbana.” Complexo? Nada disso, explicam. “Para as entidades que tutelam os territórios, isso implica reconhecer o placemaking como um processo transversal, que cruza planeamento urbano, políticas culturais, desenvolvimento social e sustentabilidade ambiental.”

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico