Cortei o cabelo todo em Paris, pois a moda é definitivamente de cabelos curtos”. Corre o ano de 1953 quando Paula Rego escreve à mãe, numa breve passagem por Paris, dando-lhe conta das tendências na capital francesa. Não se pense que foi ato único, isolado. Nada disso. A mãe, Maria de São José Figueiroa Rego, mulher elegante e interessada na moda, levava a filha ao Chiado, para verem as modas e comprar revistas, como a francesa “Elle”, para escolherem os modelos que depois seriam primorosamente executados pela dedicada Menina Francisca, a costureira das Figueiroa. Esses momentos cúmplices entre mãe e filha, Paula Rego prolongou-os através de cartas repletas de detalhes sobre as últimas tendências londrinas.
Os figurinos que habitam as histórias de Paula Rego
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Como se conjugam cumplicidades entre mãe e filha com influências dos Mestres da Pintura Antiga? Falamos de Paula Rego e da ‘mise en scène’ que nos convida a entrar nas suas obras através da moda e do vestuário. Sem rede.