As metas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)foram cumpridas em Portugal a tempo do prazo limite de 31 de agosto, mas a corrida para pagar aos beneficiários não termina e vai estender-se pelo próximo ano. Para já, a habitação e as infraestruturas dão o exemplo (ver a coluna ao lado), com taxas de pagamento face ao valor contratado superiores a 80%. Em sentido contrário o Serviço Nacional de Saúde (SNS) (38,6%) e a REPowerEU (o plano europeu para reduzir a dependência energética, que tem 40%) ficam na cauda deste ranking de 21 componentes do PRR.
Os dados da estrutura de missão Recuperar Portugal, de 31 de agosto, mostram que as duas áreas alcançaram apenas 39% dos pagamentos, sendo que, apesar de tudo, a REPowerUE tinha outros 25% em trânsito em beneficiários intermédiários, enquanto na Saúde havia apenas 9% nessa condição.
Depois, seguem-se Hidrogénio e Renováveis (44,6%), Mobilidade Sustentável (48,2%), Eficiência Energética em Edifícios (48,8%), Empresas 4.0 (50%) e Bioeconomia (51,6%). No top 10 da pior execução financeira, seis têm como beneficiário intermediário a Agência para o Clima. Em maio, esta entidade foi notícia por causa dos avisos de Pedro Dominguinhos. O presidente da Comissão de Acompanhamento do PRR alertou então para a falta de técnicos que tornava mais lenta a execução dos projetos.
PRR. Serviço Nacional de Saúde tem a pior taxa de pagamentos
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PRR : Entre todas as componentes da “bazuca” europeia, a Saúde destaca-se pelo ritmo mais baixo de execução financeira, com 39%, logo seguida pela REpowerEU — o plano da Comissão para acelerar a transição energética.