O primeiro painel da conferência juntou Alexandre Francisco, vice-presidente do Instituto Superior Técnico para as Tecnologias Digitais, Nuno Lopes, vice-presidente para a Europa e África da Furiosa AI e Paulo Soeiro Ferreira, Head of Engineering and Innovation da Visabeira Global. A moderação coube a Arlindo Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico.
“Operamos centro de dados e a nossa experiência passa por avançar com a adaptação dos centros de dados. Temos tido muitos investigadores a fazer protótipos e desenvolver tecnologia. Formamos pessoas nessa área dos centros de dados e que vão aprendendo o processo. Formamos as pessoas, deste a eletrotécnica à mecânica”, diz Alexandre Francisco, vice-presidente do Instituto Superior Técnico para as Tecnologias Digitais.
A atração de talento e o desenvolvimento de competências especializadas estiveram também em destaque na intervenção de Nuno Lopes. A Furiosa AI, empresa sul-coreana que desenvolve aceleradores de inteligência artificial para inferência com elevada eficiência energética, pretende reforçar as equipas de investigação e desenvolvimento (I&D) e comercial em Portugal.
“Portugal tem muitas pessoas formadas nas áreas que nos interessam, ao nível dos chips, software, desenho da placa. Aqui é fácil contratar pessoas para fazer desenvolvimento”, explica Nuno Lopes, vice-presidente para a Europa e África da Furiosa AI.
O responsável abordou ainda as diferenças entre os modelos de desenvolvimento tecnológico dos EUA e da Europa.
Com atividade em cerca de uma dezena de países, a Visabeira Global posiciona-se como parceira na prestação de serviços e na integração de diferentes especialidades ao longo das cadeias de valor do setor tecnológico.
“Esta nova vaga de IA é uma vantagem acrescentada para a Europa, mas o problema é que está a haver uma tentativa de clonagem ao modelo americano e não fazemos parte dessa corrida. É uma ferramenta que deve ser aplicada aos cidadãos e empresas. A Europa tem grande vantagem competitiva, mas dentro do modelo europeu, e não tanto competir com os EUA para ver quem tem o maior centro de dados”, acrescenta Paulo Soeiro Ferreira.
Portugal procura afirmar-se na corrida à IA
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A capacidade de atrair investimento em centros de dados depende de energia, talento, infraestruturas e condições de operação.