Estão oficialmente lançadas no mercado as PME Bonds. um novo instrumento financeiro de levantamento de capital, que é também um veículo de investimento direto na economia real.
O protocolo foi assinado pelo CEO do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado – e o seu COO, Luís Guimarães – e Alberto Amaral, CEO da Flexdeal Raize, no dia 29 de outubro, durante a conferência ‘PME Bonds Event’, que decorreu nas instalações da Flexdeal Raize, na cidade do Porto e que contou com o Jornal Económico como media partner.
Um produto com caraterísticas únicas no mercado, capaz de resolver exigências e necessidades nos dois lados distintos de um mesmo problema: a necessidade de encontrar mecanismos de financiamento alternativos ao crédito bancário por um lado, e a vontade de diversificação dos investidores. Os PME Bonds surgem, como uma nova forma de investimento que, respondendo a diversas motivações, não podia deixar de ser atentamente observada pelo Banco Português de Fomento (BPF).
Gonçalo Regalado, CEO da instituição soberana, esteve no lançamento organizado pela Flexdeal Raize, para explicar precisamente isso: o banco não podia passar ao lado de um produto que tem tudo de inovador. É nesse quadro que lançou uma linha de crédito com garantia de até 80%, que lança solidez e confiança não apelas às PME que decidirem aderir ao processo, mas também aos investidores que quiserem olhar para o sistema como uma alternativa.
O novo instrumento de crédito/investimento surge num quadro em que Gonçalo Regalado, que ainda não está no banco há dois anos, dirigiu uma reorganização interna com forte pendor para os clientes – ou seja, as empresas. “O banco está a ganhar escala”, disse, como fica claro pelo ‘engordar’ do portefólio que se encontra à disposição de quem procura a instituição. Garantia mútua, Portugal Ventures, Fomento Fundos, SOFID, respondem por isso.
Mais importante que isso, com a concentração de soluções e de respostas no BPF, “os empresários deixam de andar perdidos no labirinto do Estado, somos a voz das empresas no Estado”, disse o CEO do banco, para insistir que “a proximidade com os empresários” não é um fenómeno passageiro. “O empresário e o Santo Graal do banco”. A consolidação da governança foi projetada para isso mesmo. E impacto que a instituição já tem – cerca de 2,2% do PIB em 2025 – justifica o empenho e determina a justeza da aposta.
Quanto aos PME Bonds, Gonçalo Regalado disse que o banco disponibiliza uma linha de 50 milhões com 80% de garantia – mas que está preparado para multiplicar essa linha quando o mercado a reclamar.
As empresas elegíveis não são – apesar da simplicidade do sistema – quais umas. Bem pelo contrário. Ainda por cima numa fase de lançamento de um produto inovador, as PME que podem associar-se ao sistema têm que apresentar solvência, boas práticas (nomeadamente fiscais) e capacidade financeira. É que, disse o CEO do BPF, o risco, que não pode deixar de existir, será minimizado por esta via. O agrupamento das PME num ‘basket’ será a outra forma de o minimizar ainda mais.
PME Bonds são a nova alternativa de financiamento
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ME Bonds são também uma forma de fazer chegar investimento à economia real. Mais rápida e fléxivel, mas com elevados níveis de exigência.