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Poder de compra em Portugal é dos mais baixos da UE, revela Pordata

Este retrato da Pordata permite perceber que Portugal lidera no aumento dos preços da habitação, é um dos mais envelhecidos e foi o país que liderou no acolhimento a estrangeiros. Por outro lado, o país teve o sexto maior aumento do PIB esta década e está entre os campeões na produção de energias renováveis.

O poder de compra das famílias em Portugal é um dos mais baixos da União Europeia. A conclusão é de um estudo da Pordata que divulga retrato de Portugal na União Europeia a partir de quatro temas estruturantes: população, economia, custo de vida e rendimentos, energia e ambiente

Este retrato da Pordata permite perceber que Portugal lidera no aumento dos preços da habitação, é um dos mais envelhecidos e foi o país que liderou no acolhimento a estrangeiros. Por outro lado, o país teve o sexto maior aumento do PIB esta década e está entre os campeões na produção de energias renováveis.

Quarenta anos depois da adesão à União Europeia, os dados da Pordata demonstram que apesar de Portugal ter um custo de vida abaixo da média europeia, o poder de compra das famílias portugueses é um dos mais baixos da UE.

A nível de custo de vida e rendimentos, os dados demonstram que Portugal tem um custo de vida abaixo da média europeia, contudo o poder médio de compra das famílias portuguesas também é um dos mais baixos da UE.

Entre 2020 e 2024, destaca a Pordata, foi na Grécia e em Portugal que se registaram os maiores aumentos no custo da habitação, enquanto a Finlândia apresentou a maior redução nos preços.

Regressando ao custo de vida, e no contexto europeu é no Luxemburgo onde se regista o custo de vida mais elevado e o maior poder de compra. O salário médio bruto neste país é de 6.914,1 euros por mês, o que o torna o país com o salário mais elevado. Este salário é o triplo do salário médio registado em Portugal, que se fixa nos 2.068,2 euros, segundo a Pordata.

O rendimento mediano das famílias, por adulto, no Luxemburgo permite comprar quase três vezes mais cabazes de bens alimentares do que na Hungria, Eslováquia e Grécia, e mais do dobre dos cabazes do que em Portugal.

PIB: Portugal teve o sexto maior aumento da UE esta década

A nível económico, entre 2020 e 2024, o PIB per capital de Portugal apresentou um crescimento de 40% em valor nominal, sendo o sexto maior aumento da UE, regista a entidade estatística.

Já o país onde o trabalho é mais produtivo é na Irlanda, onde em média cada trabalhador contribuiu com 194,4 mil euros para o PIB de 2024. Em Portugal este valor diminui para 47,7 mil euros, sendo a 19.º mais baixa da UE.

Em 2024, apenas seis países tiveram excedente orçamental, sendo Portugal um desses países, com um saldo orçamental positivo equivalente a 0,7% do PIB, ficando na 6.º posição, atrás da Dinamarca, Chipre, Irlanda, Grécia e Luxemburgo.

A descida da dívida pública face ao PIB tem melhorado em Portugal, tendo, em 2024, reduzido para 94,9% do PIB. Os dados mostram que apenas cinco países da UE tiveram uma dívida pública superior ao PIB em 2024, sendo eles Grécia, Itália, França, Bélgica e Espanha. Já a Estónia foi o país com a dívida mais baixa.

Envelhecimento: só Itália bate Portugal

Entre 2001 e 2024 todos os países da UE registaram uma diminuição na proporção de crianças e jovens até aos 15 anos, enquanto a proporção de idosos com 65 anos ou mais aumentou.

Enquanto a Irlanda é o país mais jovem, com 122 jovens por cada 100 idosos, Portugal é o segundo mais envelhecido, a seguir a Itália. Para além de ser o segundo mais envelhecido, o nosso país é onde a população em idade ativa é menos escolarizada. Enquanto a Polónia e a Lituânia em dez pessoas em idade ativa, apenas uma não tem ensino secundário.

Estrangeiros: Portugal liderou entradas

É o Luxemburgo que tem a maior percentagem de população estrangeira, cerca de cinco vezes mais do que Portugal. Contudo foi em Portugal que registou o maior crescimento na entrada de estrangeiros.

A população residente nos 27 aumentou 9% entre 1986 e o início de 2025, tendo Portugal registado um crescimento de 7,2%. Contudo, a Alemanha é o estado-membro mais populoso, com 83.577.140 habitantes. Já a Finlândia é o país com menor densidade populacional.

Renováveis: Portugal num lote restrito dos que mais produzem

A nível de energia e ambiente, a UE produziu um total de energia equivalente à que seria produzida por 558 milhões de toneladas de petróleo (TEP), em 2024. Em comparação com 1990 foram menos 184 milhões de toneladas equivalentes de petróleo.

Metade da energia produzida provém de fontes de energia renovável, e pouco mais de um quarto foi gerada por fusão ou fissão nuclear.

Desde 2009 que França é o maior produtor de energia, tendo em 2024 a sua produção representado quase um quarto da energia produzida pelos 27 estados-membros.

Durante 2024 a produção de energia renováveis aumentou em 25 dos 27 países, sendo que em 17 países estas representavam mais de metade da energia produzida. Já em cinco países, onde Portugal está incluído, representava mais de 90%.

Apesar do aumento da produção de energia, os países continuam dependentes das importações de energia, com Malta a ser o maior dependente e a Estónia o menor. A dependência de Portugal é relativamente elevada, com apresentou uma diminuição na última década.

A redução das emissões de gases com efeito de estufa também tem sido uma preocupação dos países, tendo sido reduzida em todos menos na Croácia e na Roménia. Portugal é o terceiro país com menos emissões.

Apesar do bom resultado nas emissões, o nosso país é o sétimo que menos recicla os resíduos urbanos.