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Novo plano de negócios é consensual no conselho geral da EDP

Plano prevê cortes no investimento face ao apresentado há dois anos e ganhou luz verde da unidade de fiscalização que está atenta à rentabilidade dos projetos, para eliminar o risco ao máximo.

Os principais acionistas da EDP deram luz verde ao novo plano de investimentos. Odocumento foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Geral e de Supervisão (CGS) da companhia, segundo informações recolhidas pelo Jornal Económico.
A unidade de fiscalização da gestão da empresa é onde se sentam representantes dos dois principais acionistas: os chineses da China Three Gorges (CTG) e os espanhóis da Oppidum Capital, da família asturiana Masaveu. Mas também há vários membros independentes a sentarem-se no CGS: nove de um total de 16, com 4 da CTGe 2 da Oppidum. Entre outros acionistas de referência, que ficam fora do CGS, o feedback também foi postivo ao plano, sabe o JE.
A EDP prevê agora investir 12 mil milhões de euros até 2028, um contraste face ao plano apresentado em 2023 que previa 25 mil milhões.
OCGS apertou o crivo sobre os projetos, estando mais atento à sua rentabilidade. A ideia não é construir mais centrais só para se dizer que se ganhou mais megawatts, mas que sejam projetos realmente rentáveis. Se houverem mais oportunidades no horizonte, serão agarradas, se valer a pena. Menos risco é a palavra de ordem, em particular nas energias renováveis.
A semana na EDP também ficou marcada pela saída do Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), o braço de investimento do maior fundo de pensões do Canadá, que vendeu a quase totalidade da sua participação de mais de 5% na empresa, apenas dias depois da apresentação do plano estratégico.
Dentro da empresa, a saída foi encarada como mais uma movimentação do mercado acionista, que se deve a uma alteração de estratégia por parte dos canadianos.
Um exemplo do passado é o fundo americano Capital Group que chegou a deter 17% da companhia em 2015, mas que reduziu gradualmente a sua participação, até sair totalmente.
Mas há quem estranhe esta saída. É o caso de uma fonte do setor energético. “Foi estranho. Foi uma surpresa”, afirmou, destacando em particular a “saída rápida” de um dos maiores fundos de pensões do mundo, depois de ter estado a construir a sua posição gradualmente acabando por vender tudo em menos de 24 horas.
Sobre o plano estratégico, esta fonte destacou que o “sucesso da EDPsempre foi agir depressa” e que algumas das apostas já deviam estar a ser feitas mais cedo, como no caso dos centros de dados. “Otiming é tudo”, apontou, dando como exemplo a entrada precoce da EDPnos EUA que acabou por dar frutos e muitos lucros até hoje.

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