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“Nacionalizações tiveram um papel estratégico” para a economia

António Manzoni e José Félix Ribeiro escreveram dois ensaios sobre os desenvolvimentos económicos do país desde o 25 de Abril, juntando-se a outros três livros da série “Três séculos de economia portuguesa”, da editora Guerra & Paz. A transição para a democracia ocupou boa parte da conversa com o Jornal Económico.

Tinha tudo para correr muito mal. Mas aqueles “tempos turbulentos e de ‘destruição criativa’” após o 25 de abril acabaram mesmo por resultar num “sucesso improvável”, defendem António Manzoni e José Félix Ribeiro no livro «A grande transição da economia portuguesa: do império para a União Europeia». Em conjunto com o ensaio «Século XXI: Portugal e as suas circunstâncias», os dois economistas decidiram “pensar Portugal a partir do mundo” numa leitura renovada sobre a história económica do país ao longo de quase 50 anos.
Um período que inicia com a transição “atípica” para a democracia, empurrada pela inflação, a criação do Estado Social e o retorno massivo de emigrantes, por entre o caos político e internacional. “Com todas as convulsões sociais, como é que Portugal consegue encontrar racionalidade?”, questiona António Manzoni, professor do ISCTE. “Foi aí que as nacionalizações tiveram um papel estratégico, fundamental”, muito para lá das ideias políticas promovidas no PREC, defende o economista.

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