É só fama ou há também proveito? O mercado laboral português é conhecido pela sua rigidez e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) coloca historicamente o país na cauda do ranking que mede a flexibilidade dos despedimentos — o que tem servido de pano de fundo para as negociações tripartidas com a UGT e os patrões. No entanto, um artigo do Banco de Portugal (BdP), publicado em janeiro na Revista de Estudos Económicos, põe em causa as conclusões que se vão tirando sobre a realidade do mercado laboral português.
“Mobilidade laboral é generalizada”, diz Banco de Portugal
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Estudo do supervisor, publicado em janeiro, mostra que há “fluxos de trabalhadores intensos” e que a mobilidade “não se limita aos trabalhadores mais jovens”. Centeno constata que “a rotação do emprego é enorme”, mas Mota Soares afirma que a reversão de medidas e a Agenda do Trabalho Digno tornaram o mercado mais rígido.