Existe vontade para investidores e promotores desenvolverem projetos de habitação, também há financiamento disponível, mas falta um fator essencial para que os projetos se concretizem: previsibilidade regulatória e legislativa que dê segurança a quem investe no longo prazo.
“Os bancos financiam ou olham para a promoção imobiliária e analisamos fundamentalmente três tipos de riscos: de execução, que nós conseguimos medir e que conhecemos; se a construção está controlada, se o orçamento é adequado, se a empresa que vai construir tem condições; avaliamos esse risco. Depois o risco de comercialização, sabemos onde é que é o mercado, quem é que são os clientes potenciais, qual é o preço que está a ser praticado; e nós financiamos esse risco”, explica Luís Ribeiro, administrador e Chief Commercial Officer Corporate do Novobanco. Mas há um último risco. “É o risco de licenciamento e que em Portugal eu penso que nenhum banco hoje tem condições de financiar porque um licenciamento pode demorar entre dois e 15 anos”, diz.
Benedita César Machado, Chief Real Estate Sales, Marketing & Communications Officer da Arrow Global, reforça esta ideia: “Não há falta de vontade de investir ou de capital”, diz. “O problema está na falta de segurança, na estabilidade do quadro regulatório e legislativo. É que os investidores se não sentirem estabilidade e clareza desistem”, avisa.
Mercado pede agilidade de processos e previsibilidade para investir
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Em resposta ao repto para participarem nas soluções para pôr fim à crise habitacional, os agentes do mercado declaram-se prontos, mas pedem que quem governa faça a sua parte: simplifique processos.