O setor acelerou com uma abordagem inovadora, a estratégia de “dupla hélice”, em que os bancos integram ganhos de dimensão com o reforço de capacidades tecnológicas e a expansão para novos serviços. As operações que adotaram esta abordagem integrada apresentaram, em média, um desempenho 30% superior na valorização para os acionistas, comparativamente às que se focaram apenas numa das dimensões.
Para Portugal, o relatório antecipa que esta dinâmica ganhe relevância estratégica a curto prazo. Num mercado já concentrado, a pressão sobre as margens e a concorrência das fintechs deverão empurrar as instituições financeiras para movimentos de consolidação que priorizem a modernização digital e a eficiência estrutural, garantindo assim a criação de valor num contexto de estabilização das taxas de juro. A lógica de “dupla hélice” poderá ganhar relevância, com a necessidade de aumentar a eficiência, acelerar a transformação digital e enfrentar a concorrência coloca o tema de M&A novamente no centro das discussões.