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Lourenço olha para 50 anos de história e chama investidores

Num discurso do Estado da Nação particular, o presidente discorreu sobre as conquistas do país desde a independência e projetou o futuro. Também deixou uma mensagem de reconciliação.

O Presidente de Angola descreveu, no habitual discurso do Estado da Nação – e penúltimo do seu mandato -, a evolução económica e social do país no pós-independência, com a “diversificação da economia” a manter-se intocável na estratégia de governação angolana e, sem surpresas, as reformas no âmbito do Programa de Privatizações e a captação de investimento estrangeiro. “A diversificação da nossa economia é uma necessidade incontornável. Deste ponto de vista, temos de continuar a assumir a agricultura como a base e a indústria como o factor decisivo para o nosso progresso, como referiu o saudoso Presidente António Agostinho Neto”, afirmou João Lourenço, numa longa mensagem marcada por referências a figuras e eventos históricos, proferida em vésperas de uma data particularmente simbólica para o país.
Na sessão de abertura do ano parlamentar, esta quarta-feira, o Chefe de Estado angolano apostar num discurso que intercalou conquistas e metas, com a saúde e educação a merecerem particular relevância. E a defesa da reconciliação. Nas palavras de João Lourenço, o Sistema nacional de saúde está “inequivocamente mais forte”e é hoje “capaz de assegurar resultados sólidos”, graças ao “investimento feito no capital humano, nas infraestruturas, nos mecanismos de gestão dos medicamentos, na municipalização dos serviços e na regulamentação do setor”.”Com o investimento no nível primário, os principais indicadores de saúde pública melhoraram”, sublinhou. Passando à educação, “a aposta no capital humano angolano continuará a passar pela educação, setor que vai continuar a merecer o nosso total empenho, por ser decisivo para o nosso desenvolvimento”. Na economia, avançou que, em linha com a Estratégia de Endividamento 2024–2026, é esperada a redução do peso do serviço da dívida de 63% para níveis de até 45% da despesa total. Além disso, sublinhou, “o rácio da dívida pública continua a registar uma redução expressiva, passando de 115,9% do PIB em 2020, para 55,5% do PIB em 2024, abaixo do limite de 60%”.

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