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Guerra regressou em força ao Irão

Depois de umas poucas semanas de alívio, Irão e Estados Unidos voltam ao confronto direto. Memorando de entendimento está morto ou apenas ferido?

Subitamente, como se fizesse parte da agenda da cimeira da NATO em Ancara, a retórica de guerra voltou a marcar as declarações do presidente dos Estados Unidos e a regressou, poucas horas depois, ao Médio Oriente. Em todas as frentes: no confronto direto entre iranianos e norte-americanos no estreito de Ormuz, nas retaliações do Irão (no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein) e no Líbano (onde verdadeiramente nunca chegou a parar). Donald Trump voltou a destratar a cúpula do regime de Teerão – numa altura em que o país presta homenagem ao líder morto, Ali Khamenei – e declarou suspenso o cessar-fogo, tendo de imediato convocado as suas tropas para atacarem infraestruturas petrolíferas, depois de, no dia anterior, ter feito voltar as sanções sobre a venda de petróleo iraniano nos mercados globais.
Por qualquer razão, alguns analistas afirmaram, já depois do regresso dos ataques, que o memorando de entendimento que estava a ser negociado entre iranianos e norte-americanos ainda não está morto. Mas parece ser apenas uma boa intenção: de facto, a maioria dos analistas diz que o acordo trilateral nunca passou de “letra morta”.

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