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Fachadas são identidade e personalidade

Setor ainda tem muito espaço para crescer e ganhar competitividade. As fachadas são encaradas como essenciais para reduzir custos e prazos de execução.

O evento deste ano albergou também o I Congresso de Engenharia de Fachadas, algo que resultou de um desafio das empresas do setor à Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista (CMM), como realçou Luís Simões da Silva, presidente da CMM ao JE. Como salientou este responsável, o tema das fachadas “é multidisciplinar e mais complexo” do que a construção metálica. Luís Simões da Silva explicou que a fachada de um edifício é preponderante se se quer reduzir prazos de execução, reduzir custos e ganhar qualidade: “A sua eficiência é essencial”, realçou o presidente da CMM que considera que há que “trabalhar muito para mobilizar o setor de forma a ganhar competitividade”.
Entre o trabalho que ainda tem de ser feito neste setor destaca-se o facto de ser preciso começar a “olhar para as fachadas como um todo”, segundo referiu uma das oradoras.
As fachadas podem ser vistas como a “personalidade” do edifício, sendo possível existirem fachadas modernas em edifícios importantes e protegidos. Contudo, é importante haver uma avaliação do contexto do edifício, uma vez que “a fachada pode ser inapropriada em certos contextos”.
Apesar de ainda ser necessário fazer um maior trabalho, Portugal já tens algumas empresas a criar valor internacionalmente. É o caso da Martifer e da By Steel.
Enquanto a Martifer foi responsável pela construção e montagem do teto do estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, a By Steel, do grupo dst, conquista prémios internacionais e está responsável pela construção das gares da linha 18 em Paris,
A sustentabilidade foi outro dos temas abordados nos painéis, uma vez que este setor necessita de ser mais eficiente, o que se pode ser atingido com uma maior reciclagem e reutilização.
A temática das novas tecnologias também foi falada, uma vez que o setor das fachadas já é auxiliado por Inteligência Artificial em muitos processos. Contudo, o ser humano ainda continuará a ter um papel nas transformações que se avizinham nos próximos anos, nomeadamente com o seu pensamento crítico.

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