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A Inteligência Artificial como a mais recente das belas-artes

A ‘intromissão’ da IA na construção metálica é uma decorrência da complexidade atingida pelo setor, num quadro de soluções cada vez mais arrojadas. Mas os humanos ainda estão ao leme.

A construção metálica na era da Inteligência Artificial (IA) é um tema que, numa conferência especializada, deixou de ser uma opção para passar a ser uma obrigação. Bernardo Sobrinho Simões de Almada Lobo, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), o primeiro dos intervenientes, foi peremptório na introdução ao tema: “o ser humano ainda tem a última palavra e, por isso, não vai ser substituído”. Colocado o  debate nesta base, a questão parece “não ter a ver com tecnologia, mas com o que fazemos com a tecnologia”. Desde logo, disse, a IA é uma forma de “ganhar tempo” – através da utilização de ‘data’ para compartimentar de forma maximizada a informação disponível. É esse o primeiro passo para, no final da cadeia, ser gerada uma resposta completa a um problema colocado. “Amplificar a inteligência humana”, disse Almada Lobo, é o segredo que “redefine todo o processo” – sendo certo que a abordagem perante a IA é necessariamente diferente.
Sistemas de soldadura robotizados integrados com tecnologia de sensores avançada, são a especialidade de Anton Zeilinger, da igm Robotersysteme AG. A combinação de diferentes processos num mesmo sistema é, disse, o segredo do que há de mais avançado nesta área – que permite, entre outras coisas, manter uma linha diversificada de produção em atividade 24 sobre 24 horas. O segredo está na escolha certa do sistema
Análise, decisão, melhoria contínua. É nesse sentido que segue o ‘estado da arte’ da Soldadura Robotizada Inteligente na Construção Metálica, matéria que mereceu a intervenção de Germano Veiga, da AGT Robotics, uma empresa canadiana. Utilizando o exemplo nem sempre compreendido de George Orwell na sua obra quase fundacional ‘1984’, Germano Veiga convenceu os mais céticos de que a resposta do futuro – ao contrário de algumas incongruências da referida obra – está na mistura de sistemas, porque o todo é definitivamente superior à mera soma das partes.
Aliás, a conclusão do painel é que a utilização da IA não é uma opção, mas antes uma obrigação de desenvolvimento e de utilização de ‘armas’ que estão à disposição de todos. E neste particular, a Europa tem uma palavra a dizer que não é apenas a de espetador.

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