Skip to main content

Eurofighter entrega proposta para caças

Empresa detida pela Airbus vai entregar uma proposta ao Governo contendo um valor de venda preliminar para o substituto dos F-16 e com opções público e privadas de financiamento para o caça Typhoon.

Oconsórcio europeu Eurofighter vai apresentar uma proposta não-solicitada ao Governo até ao início de novembro.
O documento vai conter uma versão preliminar do valor de venda, mas também opções de financiamento disponíveis, que podem ser públicas ou privadas, ou híbridas, juntando-as duas, a par de financiamento europeu (através do programa SAFE).
A companhia estima que o Governo vai ter um orçamento na ordem dos cinco mil milhões de euros para comprar o substituto dos F-16 para a Força Aérea Portuguesa (FAP).
A fabricante do caça Typhoon posiciona-se assim na corrida para a substituição dos F-16, apesar de o Governo ainda não ter lançado um processo formal para a compra do novo caça para a Força Aérea Portuguesa (FAP).
O Eurofighter tem a Airbus como principal acionista. A fabricante de aviões já conta com uma unidade industrial (Santo Tirso) e duas de serviços em Portugal (Coimbra e Lisboa), empregando 2 mil trabalhadores diretos.
“Ainda estamos a preparar o preço para o tornar tão competitivo quanto possível”, disse Ivan Gonzalez-Exposito, diretor de vendas do Eurofighter na quinta-feira, 24 de setembro, num encontro com jornalista em Lisboa.
Questionado sobre o valor de cada caça, o responsável não adiantou números e sublinhou que a compra do avião é apenas 25% do seu custo durante um ciclo de vida de 30 anos.
As soluções de financiamento vão ter origem nas agências públicas de apoio à exportação dos países de onde o consórcio é originário, como França, Espanha, Alemanha, Itália ou Reino Unido. Por outro lado, do setor privado, a Airbus trabalha com o Santander e BBVA.
Se o país escolher o Eurofighter, o impacto no volume de contratação de fornecedores dobra para 200 milhões de euros anuais no espaço de cinco anos, segundo a estimativa da empresa. No caso do contributo para o PIB, a expetativa também é dobrar as receitas para 240 milhões em cinco anos.
A corrida para renovar os F-16 conta oficialmente com quatro concorrentes: os norte-americanos da Lockeed Martin que produzem os F-35, os suecos da SAAB com o Gripen, o consórcio europeu Eurofighter com o Typhoon e os gauleses da Dassault Aviation com o Rafale.
Os mais recentes são a Dassault que revelou esta semana estar na corrida.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico