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Agendas que provocaram uma mudança cultural

As Agendas Mobilizadoras foram uma das apostas mais ambiciosas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para mudar a relação entre empresas, universidades e centros de conhecimento. Para Alexandra Martins, CEO da Scope Invest, o efeito foi além do financiamento, foi uma mudança cultural.

“Antigamente era um bocado: há incentivos, eu quero comprar uma máquina”, diz ao JE. Hoje, há maior preocupação em trazer conhecimento para dentro das empresas. A aproximação às universidades e a participação em consórcios fazem parte dessa mudança.
As 51 Agendas Mobilizadoras reúnem 1.098 copromotores, dos quais 874 empresas e 224 entidades da academia, do sistema científico e tecnológico e da Administração Pública. Representam 5,4 mil milhões de euros de despesa elegível e 3,2 mil milhões de incentivo, dos quais mais de dois mil milhões já foram pagos. O IAPMEI estima um impacto superior a oito mil milhões de euros no volume de negócios até 2026 e a criação de 11 mil postos de trabalho qualificados.
Para Alexandra Martins, uma das mudanças mais relevantes não está nestes números. As empresas estão hoje mais disponíveis para integrar parcerias estratégicas e desenvolver projetos em conjunto. E nota-se na forma como olham para os fundos europeus. Algumas empresas chegam já com uma estratégia definida; outras procuram apoio para perceber que mercados podem abordar, como acrescentar valor ao produto ou em que consórcios faz sentido participar, diz a CEO da Scope Invest.

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