O desemprego em Portugal caiu 0,1 pontos percentuais (pp) em novembro, recuando assim para mínimos de 23 anos, com 5,7%, ao passo que o emprego atingiu mesmo o máximo histórico desde que o INE começou a registar estes indicadores, com 65,8%. Ainda assim, os jovens viram a taxa de desemprego voltar a aumentar, naquele que será o detalhe menos positivo desta leitura provisória.
A estimativa rápida dos dados do emprego em novembro do ano passado aponta para uma descida da taxa de desemprego para 5,7%, o valor mais baixo desde fevereiro de 2002 e 0,1 pp abaixo da leitura anterior, de outubro. Em termos homólogos, a queda é de 0,9 pp. Contas feitas, são 318,8 mil pessoas desempregadas em Portugal, ou seja, menos nove mil do que no mês anterior e 41,1 mil do que em novembro de 2024.
Ainda assim, há um detalhe que destoa deste panorama otimista, o desemprego jovem. Olhando para os adultos, a taxa de desemprego registada foi de 4,7%, ou seja, o valor mais baixo desde maio de 2002, explicita a nota do INE; em sentido inverso, os jovens viram o seu subindicador crescer 0,3 pp, chegando assim a 19,3%.
Por outro lado, o emprego continuou a subir e registou em novembro o valor mais alto desde que o INE começou a compilar esta série estatística, com 65,8%. A confirmar-se esta estimativa rápida do gabinete nacional de estatísticas, foi um avanço de 0,2 pp em cadeia e de 1,6 pp em termos homólogos, o que se traduz numa população empregada em novembro de 5.306,1 milhares de pessoas.
Comparando com igual período do ano passado, o emprego cresceu em 195,8 mil pessoas, ou 3,8%.
Também a taxa de atividade subiu, neste caso 0,1 pp em cadeia para 69,7%, ao passo que a taxa de subutilização do trabalho caiu de 10% em outubro para 9,8%. No que respeita a este primeiro indicador, a variação homóloga mostra uma queda de 0,2 pp, embora a leitura de novembro deste ano compare com o máximo histórico da série.
Já a subutilização do trabalho atingiu o valor mais baixo desde fevereiro de 2011, faz saber o comunicado do INE.