Há muitos anos que Portugal recebe mais do que paga ao exterior, com a balança corrente e de capital a ser positiva de forma quase ininterrupta desde 2012 (com uma exceção, há três anos). No entanto, estes números vão camuflando, dentro da balança corrente, um défice na relação entre exportações e importações de bens. O desequilíbrio não é de hoje, mas voltou a ser elevado no ano passado, ascendendo a 9,6%, o segundo pior registo desde 2010 (quando tinha atingido 10,8%).
Défice na balança de bens é o segundo pior desde 2010
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O desequilíbrio entre exportações e importações de bens é crónico e volta a estar muito elevado em 2025. Químicos, equipamentos e petróleo explicam dois terços. Empresários identificam o problema, mas antigo ministro defende que a fragilidade não é bem essa.