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Da Índia com amor nas asas de borboletas

Exposição : A artista francesa Helène Guétary criou uma lenda visual que cruza arte e ação humanitária. Dar e receber são aqui pilares. A relação emocional, também, com as jovens raparigas que interpretam esta história, que ganhou asas na aridez do deserto de Thar, na Índia.

Tudo começou num tuk-tuk, durante um passeio pela cidade de Jaisalmer, no Rajastão, Índia. Quando dois desconhecidos partilharam esse meio de transporte tão comum nas cidades indianas. Helène Guétary e Michael Daube. Ela, artista visual, escritora e realizadora. Ele, antropólogo amador e fazedor. Ela, francesa. Ele, norte-americano. O trigger para o que se seguiu? Uma escola feminina na orla do deserto de Thar, a Rajkumari Ratnavati, fundada e dinamizada por Daube. A conversa entre os dois nem sequer foi longa. Mas ficou combinada uma visita à escola, abrindo-se uma janela para o deserto e do deserto para o mundo.
A prática artística de Guétary, multidisciplinar, explora a interseção entre narrativa, cultura e impacto social. In loco, todas as peças encaixaram. Ela escreveria um guião para uma fotografia coletiva. Não sabia ainda que a força da natureza e a entrega das jovens da escola se iria transformar numa narrativa e num sem-número de imagens que ‘costurou’ com a dedicação de uma Penélope. A energia transbordante das 16 jovens escolhidas para entrar no conto visual imaginado por Helène e ampliado emocionalmente por Kavita, Ruksana, Lalita, Deeksha, Hamida, Priankha e restante elenco, ganhou asas e voou.

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