A aquisição da Remax pela tecnológica norte-americana The Real Brokerage por 750 milhões de euros não vai mudar o paradigma estratégica da mediadora em Portugal. A notícia foi avançada pelo "Eco", e ao JE, a mediadora confirma que "esta operação diz respeito à estrutura acionista da empresa-mãe da marca a nível global e não altera, para já, a operação da Remax Portugal".
Manuel Alvarez, presidente da RE/MAX Portugal, afirma que "a operação junta dois modelos de negócio complementares, aliando a dimensão global e o modelo de franchising da RE/MAX à componente tecnológica avançada da Real Brokerage".
Como tal, as duas marcas deverão manter-se, assim como a estratégia e o posicionamento de cada mercado, sendo que para Portugal não vai significar "qualquer impacto direto na operação diária".
"A Remax Portugal mantém a sua estrutura, gestão e modelo de negócio totalmente inalterados, continuando a operar de forma autónoma e independente no mercado nacional, como tem acontecido ao longo dos últimos 25 anos", refere a mediadora ao JE.
Deste modo, a mediadora acredita que esta nova fase poderá representar um reforço da capacidade tecnológica, da inovação e do acesso a ferramentas mais avançadas num setor cada vez mais digitalizado.
A Remax terminou 2025 com um volume de preços de 8,6 mil milhões de euros, o que significou um aumento de 21,7% face ao período homólogo, com as transações a registarem um crescimento de 7,7%.
Com 78,3%, os portugueses foram os principais impulsionadores das transações imobiliárias quer na compra quer no arrendamento de imóveis. No mercado internacional destacaram-se 114 nacionalidades com o Brasil (7%) a ser o mais representativo, seguindo-se os angolanos (1,7%), norte-americanos (1,5%), franceses e ucranianos (0,9% cada).
Ao nível geográfico Lisboa lidera o ranking do volume de transações imobiliárias, com 9,9% do total nacional, seguida por Sintra (5,6%), Cascais (2,8%), Porto, Vila Nova de Gaia (2,7% cada), Oeiras (2,6%), Loures (2,4%), Amadora (2,3%), Almada (2,2%) e Braga (2,1%). Em termos nacionais, os concelhos da Área Metropolitana de Lisboas representam mais de 35% do total de transações.
Os apartamentos e as moradias foram responsáveis por 47,1% e 29,5% respetivamente do total das transações da mediadora no ano passado, com as tipologias T2 a serem as mais vendidas com 43,1%, seguidos pelos T3 (33,2%) e T1 (15,8%).