Mais do que abrir novos mercados ou atrair novos tipos de investidor no imediato, como fundo de pensões globais, a melhoria do rating português pela Fitch simboliza a trajetória de consolidação orçamental portuguesa, por um lado, mas também coloca a economia nacional numa posição comparativamente mais vantajosa em relação a outros países da zona euro e, sobretudo, com o panorama que se vivia há uma década, isto numa altura em que os mercados de dívida soberana estão à beira de um turbilhão.
A decisão da passada sexta-feira da Fitch de melhorar o rating português para ‘A+’ coloca os títulos nacionais na quinta nota mais elevada da sua escala, em linha com a S&P, que havia subido a notação portuguesa este ano, e com a DBRS. Mais abaixo fica a Moody’s, que mantém um ‘A3’ para a dívida portuguesa, ou seja, o sétimo valor mais alto do seu sistema de ratings.
Uma “vantagem de precaução” a meio de turbilhão nos mercados
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Mais do que permitir chegar a novos mercados, a subida da Fitch melhora Portugal na comparação com o resto da Europa, isto numa altura em que as yields soberanas disparam.