A plataforma tecnológica integral para a gestão do ponto de venda, Logista Strator, chega a Portugal com o intuito de impulsionar a modernização do retalho de proximidade. Esta entrada contou com um investimento inicial superior a 250 mil euros.
Em entrevista ao Jornal Económico (JE), Carlos Vasquez Guedes, diretor general da Logista Strator Iberia, explica que apesar da empresa já atuar no mercado ibérico a entrada em Portugal representa “um passo natural e estratégico no plano de crescimento”, uma vez que o grupo “já dispõe de uma estrutura consolidada em Portugal”, é um mercado onde “existe uma procura clara por soluções integradas, fiáveis e completas”, e após mais de dez anos de crescimento em Espanha, Portugal “surge como o passo seguinte natural, após a entrada nas Ilhas Canárias”.
O diretor geral explica ainda que o investimento inicial destinou-se "a criar condições em termos de tecnologia e serviços de apoio inerentes ao desenvolvimento da atividade".
A entrada no mercado luso dá-se com uma equipa local que "continuará a crescer alinhada com o aumento da atividade", garante. "O projeto Logista Strator Portugal para além do investimento já efetuado e em curso quer ser também gerador de emprego e de desenvolvimento na economia portuguesa", salienta.
Carlos Vasquez Guedes destaca que o grupo está numa fase de “crescimento para novos canais, como horeca, conveniência e outros nichos de retail especializado”.
A sua solução, que conta com a integração de software, hardware e um catálogo abrangente de serviços integrados, permite “que qualquer comércio centralize a totalidade das suas operações num único sistema, incluindo vendas e faturação, gestão de catálogos de produtos e preços, bem como soluções avançadas de gestão automatizada de numerário, etiquetas eletrónicas, controlo de acessos, segurança e análise de dados com métricas operacionais e preditivas”.
O mercado de gestão de ponto de venda em Portugal está a atravessar uma fase de “modernização” com “foco crescente na eficiência operacional e na diversificação do portefólio de produtos e serviços”. “Neste contexto, a digitalização, a automatização e a incorporação de novos serviços assumem um papel estratégico para a consolidação e o crescimento sustentável do comércio”.
Carlos Vasquez Guedes destaca Portugal como um “mercado tecnologicamente exigente e altamente recetivo à inovação, sendo um dos países com maior rapidez na adoção de soluções tecnológicas”.
Todos estes fatores juntos resultaram na entrada do grupo em Portugal, cuja atividade está a ser realizado de “forma progressiva e estruturada, com foco na consolidação da nossa presença”.
O objetivo para o mercado nacional é “posicionar a Logista Strator como uma referência tecnológica em determinados setores do comércio de proximidade em Portugal”, refere.
Para o diretor general este é um mercado que “apresenta um elevado nível de adoção tecnológica, especialmente nos setores de conveniência, restauração, tabacarias e serviços”, ao mesmo tempo que valoriza “simplicidade, eficiência e fiabilidade”. “Não se trata de introduzir uma tecnologia disruptiva, mas sim de disponibilizar uma plataforma altamente inovadora pela sua capacidade de integração, reunindo num único ambiente todos os serviços necessários para uma operação eficiente e rentável”, afirma.
Apesar de ser um mercado em expansão e com um elevado “dinamismo”, ainda existem “desafios a considerar”. “É fundamental adequar a proposta de valor às especificidades locais, respeitando hábitos de consumo e regulamentações próprias de Portugal”, aponta o diretor general, referindo também que as estruturas dos pontos de venda em diferentes níveis de maturidade tecnológica exigem “flexibilidade e soluções escaláveis que se adaptem a realidades diversas” e a introdução de uma abordagem 360º necessita de um “acompanhamento, formação e suporte técnico”.
Contudo, também é um mercado com várias oportunidades. O setor de conveniência está com um desenvolvimento crescente de “novos conceitos”, o que cria oportunidades “para soluções integradas que facilitem a gestão diária e aumentem a eficiência operacional”. Os comerciantes portugueses também “demonstram uma forte recetividade a soluções de digitalização e automatização de processos, o que abre espaço para tecnologias avançadas, como self-checkout, gestão inteligente de numerário ou análise de indicadores de negócio”.
Para além destes o diretor general refere ainda que há uma necessidade de “controlo e segurança sobre o numerário e o interesse em novos serviços que aumentem receitas reforçam o potencial para soluções que agreguem valor ao negócio e melhorem a experiência do cliente”.