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Teatro Nacional D. Maria II Voltar ao Rossio com um país dentro

Três anos de obras de requalificação chegam ao fim. O D. Maria II regressa ao Rossio com a ambição, diz Pedro Penim, de “perceber de que maneira tudo aquilo que aconteceu enquanto estivemos fora pode transformar a casa para onde voltamos.”

A história deste teatro tem mil e uma estórias dentro. Mas escolhemos invocar a noite fatídica de 2 de dezembro de 1964, quando um incêndio tremendo o deixou em ruínas. Não foi o fim. Foi um recomeço. Reerguido, qual titã munido de uma vontade indómita, volta agora a abrir as suas portas ao público após três anos de trabalhos transformadores. Não é um recomeço, é uma metamorfose. Sem perder a sua essência. Falamos do Teatro Nacional D. Maria II e do regresso de toda a sua equipa ao Rossio, a casa. E da nova temporada que se inicia a 18 de setembro. A peça inaugural, “Macbeth”, não é fruto do acaso nem de um qualquer capricho. Ésimbólica. O fogo histórico destruidor e a ambição que consome a dupla de protagonistas é, também, uma reflexão sobre a memória e o renascimento, e ecoa a inquietante pergunta: estará o teatro verdadeiramente livre do seu destino? A interrogação, aqui, serve de statement. Pois nessa fatídica data de 1964, estava em cena esta mesma peça de Shakespeare. Ironia? Provocação?

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