Skip to main content

Portugal e Índia, um diálogo histórico que se reinventa e surpreende

O Palácio dos Duques de Cadaval, em Évora, propõe um diálogo entre mundos, uma pluralidade radical entre o tribal e o urbano. Mais de 90 obras levam o visitante a adentrar-se nesta “Índia” que não é habitual vermos por cá. Para explorar com tempo e mente aberta. Até 26 de outubro.

São mais de cinco séculos de trocas culturais e influências mútuas. No início, através de rotas marítimas. Depois, pela redescoberta mútua, feita de sincretismos, como os contadores indo-portugueses, habitados por gavetas e gavetinhas e recantos escondidos para guardar segredos. O encontro do saber-fazer de dois povos revelou-nos a vastidão de possibilidades de fazer história em conjunto.
Distante geograficamente, a Índia não nos é assim tão distante. Mas muitas das suas manifestações contemporâneas teimam em não chegar ao ritmo do tempo em que vivemos. Daí que a proposta do Palácio dos Duques de Cadaval, em Évora, seja difícil de recusar. Fazê-lo seria ignorar o território simbólico desta “Índia”, que nutre a continuidade deste diálogo de séculos entre os dois países. Sem facilitismos. Ou seja, nesta exposição, não exalta o exotismo nem uma qualquer leitura histórica. Pretende-se, antes, explorar as possibilidades do presente.
Como? Através de um diálogo entre mundos, uma pluralidade radical, entre tribal e urbano. Saindo das narrativas eurocêntricas e trilhando a dimensão espiritual que as mais de 90 obras aqui reunidas convoca.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico