Skip to main content

Requiem pelo livre comércio e pela globalização, o outro lado de Davos

O livre comércio está a dar lugar a uma nova era de comércio administrado, em que os governos utilizam tarifas, controlos de exportação e políticas industriais restritivas.

Nem só de Gronelândia e Ucrânia se faz o Fórum Económico Mundial de Davos, Suíça: os temas económicos, aqueles que estão na base da criação do Fórum, também estiveram presentes, num debate, ou numa série deles, que concluiu pela crescente imposição de novas fronteiras à atividade económica. Perderam os que chegaram a afirmar com otimismo que a globalização tinha vindo para ficar, ganharam os mais cautelosos, que perceberam que o mundo deu uma volta de 180 graus. Neste contexto, o livre comércio está a dar lugar a uma nova era de comércio administrado: tarifas, controlos de exportação e políticas industriais restritivas estão a ser lançadas por todo o lado, numa tentativa de proteção nacional – facilmente confundível com nacionalista – dos mercados internos e da segurança das cadeias de fornecimento. Ou seja: o livre comércio está a desaparecer sob o impacto da geoestratégia em roda livre.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico