O presidente Donald Trump afirmou esta quinta-feira que garantiu o acesso total e permanente dos Estados Unidos à Gronelândia através de um acordo com a NATO, cujo secretário-geral, o neerlandês Mark Rutte enfatizou ao dizer que os aliados serão chamados a intensificar o seu compromisso com a segurança do Ártico para afastar as ameaças da Rússia e da China. O acordo não se cinge à Gronelândia – de facto, nota oficial da Casa Branca assinada por Trump diz que “com base numa reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da NATO, estabelecemos a estrutura de um futuro acordo referente à Gronelândia e, de facto, a toda a Região Ártica”. Este postulado vem dar luz àquilo que os observadores tinham escarnecido: na sua intervenção em Davos, Trump teria confundido, em dada altura, a Islândia com a Gronelândia. Afinal, talvez não houvesse nenhum erro. Recorde-se que a Islândia é um país da NATO (desde 1949), mas não da União Europeia (apresentou um pedido de adesão em 2009, mas retirou a candidatura em março de 2015).
Gronelândia: Europa responde com alívio às novas propostas de Trump
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Uma enigmática reunião entre o presidente dos EUAe o secretário-geral da NATOparece ter desbloqueado um impasse que tinha tudo para se tornar num confronto. A ausência de novas tarifas é a primeira boa notícia. Falta o resto.