E m julho deste ano, o governo dos Estados Unidos manifestou formalmente interesse em aceder às reservas brasileiras de terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de turbinas eólicas, painéis solares, veículos elétricos, chips, telemóveis, equipamentos médicos e tecnologias militares. Apesar do interesse norte-americano, foi a União Europeia (UE) quem avançou com negociações concretas, mas com o revés de dia 21 de Janeiro com o Parlamento Europeu a aprovar uma moção que solicita um parecer ao Tribunal de Justiça da União Europeia sobre a legalidade do acordo, a Europa terá de esperar para aceder a este “tesouro”.
Europa leva a melhor na corrida pelas terras raras do Brasil
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A União Europeia ganhou aos Estados Unidos na disputa pelos minerais estratégicos do Mercosul, com o Brasil a liderar a conquista num momento em que o país sul-americano se torna cada vez mais relevante no tabuleiro geopolítico global. Agora, com o Acordo a ser revisto pelo Tribunal de Justiça europeu, esta conquista fica congelada.