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Reinventar a sala de cinema é falar de futuro

É tempo de olhar para o consumo de filmes em sala. Para o encerramento de cinemas. Inviabilidade económica? Modelo de negócio ultrapassado? Em 2025, as salas perderam um milhão de espetadores face a 2024. Mas há outros números a que importa dar atenção.

E se um estranho lhe dissesse que descobriu como cometer o crime perfeito sem ser incriminado? O golpe implica duas pessoas. Cada uma define quem pretende eliminar e assassina a vítima apontada pelo outro. Não havendo motivo, cada uma das partes escaparia ilesa às consequências do delito. Delírio? Não. Filme. Realizado por Alfred Hitchcock em 1951. “O Desconhecido do Norte-Expresso”, no original Strangers on a Train. Captámos a sua atenção?
A verdade é que não há fórmulas mágicas para a cinefilia, mas criar público que aprecie ver cinema em sala, espetadores, para usar a expressão correta, não é impossível. E passa, forçosamente, pela criação de (bons) hábitos. Logo na tenra idade. Levar os miúdos ao cinema, num ritual que tanto pode ser feito em família ou com amigos, como no âmbito da Escola, é um estímulo necessário. À cultura geral, à criatividade, à descoberta. Não basta haver um Plano Nacional de Cinema. É preciso pensamento e ação. Ousar fazer da 7ª Arte parte integrante da formação dos portugueses. Sem ambição nunca haverá espetadores. Os cinéfilos, esses, serão movidos por outro rastilho e haverá sempre uma mão-cheia deles.

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