Após meses de negociações, avanços e recuos, troca de argumentos em praça pública e duas greves gerais, a proposta de reforma laboral do Governo acabou chumbada no Parlamento, com o Chega a votar ao lado da esquerda e a rejeitar o conjunto de mais de 50 alterações. Apesar do chumbo parlamentar, o processo legislativo segue agora para o Presidente da República. António José Seguro terá de decidir entre promulgar o diploma, solicitar a fiscalização preventiva da constitucionalidade ao Tribunal Constitucional ou devolvê-lo à Assembleia da República para reapreciação.
Reforma laboral cai no Parlamento com Chega a votar ao lado da esquerda
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O suspense adensou-se antes da votação programada, com o Chega a pedir a suspensão temporária dos trabalhos, mas nem assim o Governo chegou a entendimento com o partido de André Ventura para aprovar a reforma laboral. Montenegro acusou o Chega de se aliar à esquerda, enquanto Ventura rejeita ser muleta do Executivo.