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Quando um pequeno gesto põe as coisas em equilíbrio

A capacidade de ser mais complexo sendo mais simples resulta da depuração que, por sua vez, bebe da experiência. É esta a força da exposição com que o MAC/CCB assinala 40 anos de trabalho de José Pedro Croft, nome maior da arte contemporânea portuguesa.

Nada soa a mais ou a menos. Tudo se encontra no seu lugar. Se fosse música podia ‘loopar’ até à infinitude sem nunca aborrecer. Atmosferas vagarosas, feitas de espelhos, traços, centenas de traços, de reflexos e desvios. Para percorrer sem pressa. Como quando ouvimos uma música encantatória. A exposição “Reflexos, Enclaves, Desvios”, de José Pedro Croft no MAC/CCB, tem a magia do jogo entre superfícies planas e formas tridimensionais, do jogo de espelhos que reflete corpos e amplia escalas, suspendendo o tempo.

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