Skip to main content

Agitar antes de usar, a arte que não busca o conforto

O eixo Alcântara-Belém, em Lisboa, tornou-se um ‘agent provocateur’ do pensamento. Da arte que questiona o que vemos, como vemos e sentimos o mundo. Duas novas exposições, no MAC/CCB e no MAAT, servem-nos de espelho.

Paira na memória uma frase do filósofo e ensaísta José Gil. “Há uma inteligência que só a arte nos dá e que é fundamental.” Ocorre-nos quando somos recebidos pela obra sonora de Luísa Cunha, no MAAT Central, espécie de antecâmara ao percurso de ‘Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP’ – “Vira-te, olha para ti mesmo, roda, olha em teu redor”. E olhamos. E vemos uma escultura de Manuel Baptista e Jorge Molder que nos provoca com os seus gestos contidos (mas à beira da explosão?) na série ‘Condição Humana’. “Além do eco literário e filosófico que esta série tem, há muitas situações nesta exposição que são do foro da condição humana. Nem sempre as mais salutares, mas como todos sabemos, a arte existe, também, para tratar das questões difíceis”, diz João Pinharanda.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico