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Portos portugueses com investimento de quatro mil milhões na próxima década

A larga maioria do investimento tem origem no setor privado, através de concessões.

Os portos portugueses vão contar com um investimento de quatro mil milhões de euros na próxima década. A larga maioria deste investimento, três mil milhões de euros, vai ter origem no setor privado, através de concessões.

A estratégia Portos5+ prevê "4 mil milhões de investimento, com 3 mil milhões a serem de investimento privado através de concessão", segundo o secretário de Estado das Infraestruturas.

"Isto não é uma carteira de investimentos, não é apenas um conjunto de concessões, isto é uma visão sobre o sistema portuário da próxima década, mais ligado ao 'hinterland', com novos clusters de dinamização e crescimento industrial", de acordo com Hugo Espírito Santo em discurso na conferência CIDIS 2026 dedicada ao desempenho, inovação e sustentabilidade dos portos que decorreu esta segunda-feira, 19 de outubro.

O governante recordou o "DNA histórico de 500 anos de Portugal" na sua relação com o mar, e da ambição do país de ser um "ator maior no contexto ibérico", numa "visão de reafirmação" num "mundo global e próspero".

No seu discurso destacou também, que a transformação dos portos nacionais tem de ser feita de forma energética, digital e humana.

Na energia, a descarbonização é crucial, defendeu, através de "novas formas de tração, de combustão dos navios" e também através da transformação das redes elétricas e de abastecimento de eletricidade"

Sublinhou também o próprio papel dos portos enquanto "plataformas energéticas".

Na vertente digital, sublinhou a importância dos portos serem "mais digitais" através da integração dos dados, a integração de sistemas, ou o desenvolvimento da inteligência artificial e de sistemas inteligentes.

Na dimensão das pessoas, "precisamos da transformação de recursos humanos, mais qualificados, com maior capacidade de adaptar organizações".

Os portos são uma "grande plataforma de competitividade", concluiu o secretário de Estado das Infraestruturas.

Os principais investimentos identificados pelo Governo são:

- Terminal Vasco da Gama em Sines - 700 milhões

- Expansão do Porto de Leixões - 640 milhões

- Investimento no porto de Lisboa - 480 milhões

- Expansão do porto de Sines - 330 milhões

- Estaleiro Naval de Setúbal - 300 milhões

- Expansão do porto de Setúbal - 250 milhões

- Investimentos em Aveiro e Figueira da Foz - 230 milhões

- Expansão do porto de Viana do Castelo - 130 milhões

- Terminais de gás natural liquefeito e de hidrogénio verde em Sines - 50 milhões

A estes investimentos juntam-se 150 milhões de euros para efeito de 'onshore power supply' e de eletrificação de equipamentos, mais 75 milhões de euros para a produção de energia verde.