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Pensões ou defesa? Cortes na Alemanha alarmam reformados europeus

Declarações do chanceler alemão fazem soar as campainhas de alerta na Europa para possíveis cortes nas pensões numa altura em que a prioridade de investimento vai para a Defesa. Economistas dividem-se entre medos de regresso de uma austeridade encapotada e um ênfase na insustentabilidade estrutural dos sistemas de pensões, mas convergem na necessidade de retomar o crescimento para financiar o Estado social.

A decisão alemã de cortar 40 mil milhões de euros do sistema de pensões ao mesmo tempo que investe igual montante no setor da defesa é um sinal de alerta para os pensionistas europeus, sobretudo em países onde os gastos com proteção social têm um peso considerável na despesa pública. Para Portugal, com uma dívida significativamente mais alta do que a alemã e uma população mais envelhecida, o risco de austeridade é ainda maior, sendo que os economistas alertam para a possível curta duração do ímpeto dado ao crescimento pelos investimentos em defesa.

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