Para quem gosta de adrenalina e algum suspense na noite dos Oscars, a 98.ª edição trouxe poucas surpresas. A corrida foi disputada entre “Pecadores”, de Ryan Coogler, que atingiu um novo recorde de nomeações, 16, e “Batalha Atrás de Batalha”, de Paul Thomas Anderson, com 13 nomeações. O realizador americano levou para casa alguns dos prémios mais cobiçados – Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Argumento Adaptado, a somar a outras três categorias –, que puseram fim a um jejum de vários anos sem vencer uma única estatueta dourada. Sean Penn, uma das ausências mais notadas na cerimónia e parte do elenco de “Batalha Atrás de Batalha”, venceu o prémio de Melhor Ator Secundário, o terceiro Oscar da sua carreira. Nas salas portuguesas, o filme de Anderson registou 154.051 espetadores até quinta-feira, 19 de março, e uma receita bruta de 1.041.566,55 euros (fonte: ICA).
Outro filme na corrida aos Oscars, “Hamnet”, de Chloé Zhao – já oscarizada pelo filme “Nomadland - Sobreviver na América” – que deu à atriz irlandesa Jessie Buckley o prémio de Melhor Atriz, distinguido também nas categorias Melhor Banda Sonora Original e Seleção de Elenco, levou mais público às salas portuguesas do que “Batalha Atrás de Batalha”: 156.112 espetadores, arrecadando 994.457,74 euros em receita de bilheteira. A história em torno de William Shakespeare, um tutor de latim empobrecido que se apaixona por Agnes, também bateu o número de espetadores de outro filme em destaque nos Oscars, “Pecadores”, de Ryan Coogler, que venceu o Oscar de Melhor Argumento Original. Não foi além dos 98.300 espetadores, registando uma receita bruta de 643.092,88 euros. Na grande noite da Academia, “Pecadores” arrecadou mais duas estatuetas. Michael B. Jordan venceu o Oscar de Melhor Ator pelo seu duplo papel dos irmãos Smoke e Stack, e a diretora de fotografia, Autumn Durald Arkapaw, ficou para a história dos Oscars como a primeira mulher a vencer nesta categoria.
Desta feita, o Oscar de Melhor Filme Internacional veio para a Europa, para o realizador noruguês Joachim Trier. Antes, “Valor Sentimental” já havia conquistado o Grande Prémio do Júri no Festival de Cannes, o European Film Awards, Bafta, César Awards e Los Angeles Film Critics Association, entre outros. Com excelentes representações, “Valor Sentimental” encontra beleza na humanidade, para além das convulsões familiares. Levou às salas 43.245 espetadores e registou 262.229,77 euros de receita de bilheteira. Trier venceu o brasileiro Kleber Mendonça Filho, um dos favoritos nesta categoria, com “O agente secreto”, protagonizado por Wagner Moura.
Óscares entre batalhas e valores sentimentais
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7ªArte : Os portugueses veem os filmes candidatos aos Oscars? O que nos dizem os números?