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Anna Maria Maiolino Mãos na terra, espírito nómada

Como sobreviver à perda, ao exílio? Anna Maria Maiolino desfia essa resistência há mais de seis décadas. Nunca deixou de inventar e de reinventar-se, sem esperar pelo sucesso. Traz a Lisboa a sua “Terra Poética”, que celebra o barro como matéria primordial. Em 2024, Veneza distinguiu-a com o Leão de Ouro. Dedicou o prémio à arte brasileira, à qual diz pertencer.

A geografia habita-nos? Molda-nos? O verbo é tudo menos inocente. “Nasci à beira do Mediterrâneo, na Calábria, em tempos de guerra. Em maio completo 84 anos, mas carrego em mim a vivência de três séculos. Sou filha de uma mãe que hoje teria 126 anos e de um pai que chegaria aos 131. Por isso afirmo que, embora artista contemporânea, trago incorporadas a memória, a cultura e o espírito dos que vieram antes de mim.”

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