São consideradas doenças raras as que afetam até cinco pessoas em cada 10 mil, segundo a definição da União Europeia, e estima-se que a taxa de incidência, globalmente, se encontre entre 3,5% e 5,9% da população, afetando entre 280 e 480 milhões de pessoas. Em Portugal, mantendo-se estes rácios, são afetados entre 370 mil e 620 mil habitantes, ainda que o número de cartões atribuídos pela Direção-geral de Saúde (DGS) a quem se encontra nesta situação se limite a 13.263. É este o universo da multinacional nipónica do setor farmacêutico Takeda, que se dedicou a este tipo de patologias. “Especializámo-nos em doenças raras e inovação disruptiva”, diz ao Jornal Económico (JE) Carlos Ribeiro, diretor-geral da Takeda Portugal. “60% do nosso pipeline direciona-se para doenças raras”, acrescenta.
O negócio raro da Takeda de aposta nas doenças raras
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Farmacêutica tem 13 ensaios clínicos ativos em Portugal. Da linha global, conta comercializar oito medicamentos até 2029, que podem gerar receitas de 18 mil milhões de euros.