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O alquimista da Companhia Portugueza do Chá

É o título de uma obra de Wenceslau de Moraes e uma paixão para o designer-pintor Sebastian Filgueiras, que devolveu a Lisboa o prazer de degustar ‘blends’ únicos, preparados com uma dedicação poética.

Franquear esta porta leva-nos a um universo mágico. Afirmação? Sim, nem hesitamos. A luz serena e a penumbra encontram-se e vão revelando tons quentes, madeiras em tons de veludo negro. Aromas vários vêm ao nosso encontro e imaginamos Lewis Carroll, o chapeleiro louco, o gato Cheshire e o coelho (ui, sempre atrasado) a contemplar o seu relógio de bolso. Alice espreita à entrada do Gabinete. Volutas de chá fumegante sobem lentamente no ar. Wenceslau de Moraes sonha encostado a uma estante na segunda sala. Poemas? Quem sabe. Folhas de chá espreitam numa balança, elegantes caixas metálicas e pequenos pacotes guardam tesouros. Isso mesmo, folhas de chá dos mais diversos jardins. Da China, Taiwan, Japão, Índia, Ceilão (o nome antigo do Sri Lanka), Vietname, Tailândia, Coreia do Sul, Nepal, Ruanda, Malawi e aqui mais perto, dos Açores.

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