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Miguel Maya elogia papel da IA e promete investimento do BCP em três pilares: pessoas, tecnologia e valores

Na mensagem de ano novo, o CEO do BCP promete que o banco vai investir nos três pilares “que alicerçam a construção do futuro do BCP: Pessoas; Tecnologia; Valores com que pautamos as nossas atuações empresariais

A mensagem de ano novo que Miguel Maya, CEO do Millennium BCP, enviou, no primeiro dia do ano, por email aos colaboradores do banco e a que o Jornal Económico teve acesso, revela que o banqueiro reconhece a relevância da Inteligência Artificial (IA). “A Inteligência Artificial  vai ganhar mais tração e continuará a aterrorizar quem a teme e a potenciar vantagens competitivas aos que a souberem adotar com sucesso”, diz o CEO do BCP.

Para além da IA, Miguel Maya defende que “as alterações climáticas vão continuar a provocar eventos extremos demonstrando que o clima não permite complacências nem se sincroniza com os calendários que definimos para a transição”.

“A desinformação vai continuar a corroer a confiança e a qualidade das decisões das famílias e das empresas”, diz ainda acrescentando que “uma vez mais a literacia, a profundidade dos diagnósticos e o foco na execução serão determinantes para a qualidade do resultado, pelo que a formação dos profissionais do banco continuará a ser uma prioridade em 2026”.

“O que temos também por certo para 2026 é que muito, muito mesmo, dependerá de nós, da nossa preparação, do nosso empenho, da nossa capacidade de inovação, da qualidade do nosso trabalho. E é no que podemos fazer, no que devemos fazer, que temos de concentrar todo o nosso esforço, aprendendo, mas não nos deixando condicionar pelo passado, adaptando os planos e atuações em função dos contextos, sem nunca conceder nos valores que pautam as nossas atuações e sem vacilar na determinação em superar as metas que definimos”, sublinha Miguel Maya.

O banqueiro na sua mensagem de ano novo diz também que “com a qualidade do balanço que alcançámos, com os robustos rácios de capital de que dispomos, compete-nos olhar para 2026 com mais ambição, com mais determinação no reforço das quotas de mercado nos segmentos de negócio em que atuamos e nas geografias em que estamos presentes”.

Promete ainda que “o ano de 2026 assinalará a transição para um novo patamar de desempenho em Moçambique e na Polónia, com estas importantes operações a contribuírem também de forma relevante para a rendibilidade do Grupo”.

“Em 2026, não obstante serem visíveis sinais de esperança relativamente à evolução dos tenebrosos conflitos na Ucrânia, na Palestina e noutras regiões menos próximas, mas não menos relevantes (o sofrimento não tem geografia nem distância), o mundo permanecerá imprevisível, com lideranças para quem os valores universais são contingenciais e passiveis de dissolver num enredo de políticas erráticas”, refere o presidente do BCP.

No balanço do ano que acaba de acabar, Miguel Maya lembra que “completámos mais um ano em que ficou bem visível a evolução do Banco Comercial Português na generalidade das linhas de negócio, nas marcas comerciais e nas geografias em que estamos presentes”.

“O sucesso alcançado será evidenciado nas contas relativas ao exercício de 2025 e só surpreenderá quem não esteve atento ao trabalho desenvolvido ao longo de vários anos, incluindo todos os dias de 2025, pelos profissionais do Grupo BCP” acrescenta.

Elogiando os colabores a quem se destina a mensagem o CEO do banco diz  que “desde a fundação (…) não hesito em afirmar que nunca o Millennium BCP teve num mesmo momento tantos profissionais tão qualificados e com tanto potencial como temos atualmente nas diversas as áreas do Grupo, o que constitui não só o reconhecimento da qualidade do percurso percorrido, pois atraímos e fixamos talento, como também alicerça um excelente ponto de partida para projetar e realizar o futuro desta casa em que servimos e à qual dedicamos parte substancial das nossas vidas”.

“Olhando para trás, fica a certeza de que planeámos bem e executámos ainda melhor o que nos propusemos fazer, não obstante as múltiplas adversidades com que nos deparámos, muitas das quais havíamos previsto quando mapeámos o caminho, outras que foram surgindo, como sempre surgem, quando nos movimentamos num mundo em acelerada transição para novos equilíbrios cujos contornos permanecem muito difusos. Mas soubemos ler os sinais, antecipar tendências e tivemos a flexibilidade, a criatividade e a energia para continuarmos a evoluir a bom ritmo”, escreve o banqueiro.

Miguel Maya diz que ainda “há inequivocamente muito para fazer em múltiplas frentes. Como é nossa obrigação, aprendemos com o que não correu como desejávamos”.

“Como é nossa vontade, faremos ainda melhor em 2026. Cada um de nós fará, sem endossar responsabilidades – sempre tão fácil culpabilizar o contexto, os outros ou a má fortuna –, um balanço do ano que terminou e partilhará, sempre que tal possa ser útil a outros, os aspetos em que podemos melhorar”, referiu.

Não é chegado ainda o tempo de falar dos números de 2025, diz, acrescentando que “num banco cotado há tempos a observar para a divulgação das contas”.

“Mas há algo que podemos desde já salientar: em 2025 a ação do BCP valorizou 92,9%, muito acima do Índice de bancos europeus que valorizou 67,0%; Em 2024, a ação valorizou 69,4% e em 2023 valorizou 87,4%. Este notável desempenho, que a todos nos deve orgulhar pois sinaliza bem a evolução do BCP, é o resultado do trabalho da grande maioria dos trabalhadores dos Bancos que consolidam no Banco Comercial Português”, destacou o CEO do maior banco privado e o único cotado em bolsa.

“Dá gosto ver a evolução. Mas entusiasma ainda mais olhar para o futuro e imaginar o potencial que temos por realizar e que nos compete concretizar. Que o sucesso nunca nos distraia, que nunca nos torne complacentes, que nunca nos faça esquecer que o futuro se constrói a cada dia conquistando e merecendo a preferência dos clientes. Que nunca nos esqueçamos que para colher é preciso semear, fazer escolhas, ser paciente e investir nos três pilares que alicerçam a construção do futuro do BCP: Pessoas; Tecnologia; Valores com que pautamos as nossas atuações empresariais”, conclui.

O presidente da Comissão Executiva conclui com um apelo: “continuarmos a escrever a história de sucesso do Banco Comercial Português”.