O banco liderado por Miguel Maya tornou-se na segunda cotada mais valiosa do PSI e a empresa portuguesa com melhor desempenho no Stoxx 600, o principal índice europeu: a ação registou um aumento Year to Date (YDT) acima dos 90% em 2025 e a capitalização bolsista subiu de cerca de sete mil milhões de euros para mais de 13 mil milhões. Destaque também para a inclusão no índice MSCI World, em agosto deste ano. "O ano de 2025 ficará para história do BCP como um ano de evolução em várias frentes, um ano em que continuámos a conjugar de forma eficiente o talento humano e o potencial das novas tecnologias, o que deixa bem patente o talento e o compromisso com o serviço aos clientes dos profissionais do Millennium bcp", diz Miguel Maya, CEO do Millennium bcp, ao Jornal Económico.
Para o líder do maior banco privado português, o comportamento da ação, a evolução do rating, os indicadores de satisfação e de recomendação dos clientes "são sinais visíveis de um trabalho notável desenvolvido por muitas pessoas que trabalham nesta grande casa".
Ao longo do ano, foram vários os marcos e os máximos históricos que a ação foi ultrapassando. No dia a seguir à apresentação dos resultados do primeiro trimestre, que superaram em toda a linha a expetativa dos analistas, a capitalização bolsista do banco ultrapassou a barreira dos 10 mil milhões de euros.
No dia 25 de junho, no dia em que o Millennium bcp assinalou 40 anos, Miguel Maya escreveu aos colaboradores do banco, um texto a que o Jornal Económico teve acesso. O CEO deixava “uma palavra de especial apreço para os acionistas que investiram e investem em nós, desde logo aos 205 acionistas fundadores e aos mais de 120 mil acionistas que o BCP atualmente tem, com destaque para a Fosun e para a Sonangol”.
A 25 de agosto, o programa de recompra de ações do BCP lançado em abril terminou, ao esgotar-se a dotação de 200 milhões de euros disponíveis, conforme o banco confirmou em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O preço médio do total do buyback do BCP foi de 0,6465 euros.
No final de novembro, o banco comunicou ao mercado que a Fitch subiu o rating do BCP e manteve “Outlook” positivo. A manutenção da perspetiva positiva relativa ao BCP (Outlook Positivo) baseia-se na visão da Fitch Ratings sobre o modelo de negócio, a rendibilidade e a capacidade de geração orgânica de capital do banco, devendo estas dimensões evoluir de forma favorável com a execução bem-sucedida do plano estratégico e com a resolução dos riscos de legacy relacionados com os créditos hipotecários denominados em moeda estrangeira na operação polaca.
Um mês antes, a Morningstar DBRS já tinha subido o rating do BCP de BBB (high) para A (low), com tendência estável. "É gratificante trabalhar com estas equipas e ver o mercado reconhecer a qualidade desse trabalho, mas nunca nos podemos esquecer que operamos num setor muito competitivo e enfrentamos fortes concorrentes, pelo que em 2026 teremos de saber fazer ainda melhor para continuar a conquistar e a merecer a preferência dos clientes. Saberemos fazê-lo", acrescenta Miguel Maya ao Jornal Económico.