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Mercado de chocolates em Portugal vale 225 milhões de euros

Neste setor, a Páscoa concentra aproximadamente 18% das vendas, cerca de 40 milhões de euros, e o Natal 37% (o equivalente a 78 milhões de euros), distribuindo-se os restantes 45% ao longo do ano.

O mercado português de chocolate tem margem relevante para crescimento quando comparado com outros países europeus - o consumo per capita de chocolate situa-se ainda muito abaixo da média europeia (em Portugal, o consumo per capita é de cerca de dois quilos/ano, enquanto a média europeia se situa nos cinco quilos/ano). “O mercado equilibra tradição e inovação. Os produtos clássicos, como as amêndoas com chocolate e as figuras, com destaque para os ovos, continuam a ter um papel central, mas existe uma abertura crescente à experimentação, tanto em sabores como em formatos”, diz Manuela Tavares de Sousa, membro do conselho executivo da Lacasa em Portugal, ao Jornal Económico.

De acordo com dados da consultora Nielsen, o mercado de chocolates em Portugal representa cerca de 225 milhões de euros, sendo que a Páscoa concentra aproximadamente 18% das vendas e o Natal cerca de 37%, distribuindo-se os restantes 45% ao longo do ano. “O consumidor português está hoje mais informado e seletivo, procurando produtos que combinem qualidade com confiança na origem dos ingredientes. Valoriza a transparência e a credibilidade das marcas, bem como o compromisso com a responsabilidade social e ambiental. Na última década, aliás, o gosto do consumidor português tem evoluído bastante, impulsionado por estas tendências atuais, como a preocupação com uma alimentação saudável. Notamos, claramente, uma preferência crescente por chocolates com alto teor de cacau, menor teor de açúcar ou inclusão de frutos secos”, acrescenta a gestora.

A Páscoa continua a afirmar-se como um dos momentos mais fortes de consumo de chocolate, refletindo também um período de grande dinamismo para o setor, impulsionado por fatores culturais, comportamentais e comerciais. “É uma época fortemente associada à oferta e ao convívio, à semelhança do Natal, em que o chocolate assume um papel central enquanto produto transversal a diferentes faixas etárias. A tradição do ovo de Páscoa, ligada ao simbolismo de renovação e celebração, foi sendo progressivamente incorporada pela indústria, tornando-se um importante driver de vendas, num contexto de maior predisposição para o consumo indulgente”, explica Manuela Tavares de Sousa.

Na Lacasa Portugal, a Páscoa pesa cerca de 25% do total das vendas anuais, seguida do Natal, que representa 22%, o que evidencia a importância estratégica destas épocas. Para este ano, a empresa tem como objetivo consolidar o seu crescimento e reforçar a presença no mercado português, apostando no alargamento da distribuição a todos os canais e no aumento da notoriedade e visibilidade das suas marcas. “Este objetivo concretiza-se de duas formas distintas: por um lado, consolidando a presença de produtos familiares e acessíveis e que acompanham o quotidiano de todos; por outro com aposta no segmento premium e nas propostas diferenciadoras, sejam elas combinações com chocolate negro, frutos secos ou de composição mais funcional, como resposta a um estilo de vida mais saudável. Ao mesmo tempo, mantém-se o compromisso com a qualidade e com práticas sustentáveis, garantindo que cada produto oferece não apenas sabor, mas também uma experiência completa, aliando criatividade, indulgência e responsabilidade social e ambiental. Com esta abordagem, a Lacasa procura reforçar a ligação com consumidores, clientes e parceiros, consolidando a sua posição num mercado dinâmico e, cada vez mais, exigente. Em suma, o nosso foco é criar uma marca transversal que consiga falar a diferentes públicos e em vários momentos de consumo ao longo de todo o ano”, diz Manuela Tavares de Sousa, membro do conselho executivo da Lacasa.