As receitas da MEO cresceram 1,3% no ano passado, face ao anterior, para 2.811 milhões de euros. É um ritmo inferior ao do crescimento nominal da economia, menos de metade, apesar do contributo muito positivo dado pelo negócio energético.
Esta evolução evidencia a pressão que existe sobre a rentabilidade do negócio de telecomunicações, por causa da concorrência e da inflação.
Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), caíram 4,8%, para 947 milhões de euros. Excluindo o impacto negativo da Altice Labs, a quebra limitou-se a 1,2%, refletindo a “pressão sentida” na ARPU [receita média por utilizador] de telecomunicações e “pelo aumento de custos decorrentes da inflação”.
Estas contas do ano traduzem outra coisa, que a maior operadora portuguesa de telecomunicações está em pleno processo de mudança, adaptando-se.
“A transformação da MEO está hoje numa fase de clara aceleração e materialização”, diz Ana Figueiredo, CEO da operadora, ao Jornal Económico (JE). “Estamos a evoluir de um operador tradicional para uma plataforma integrada de tecnologia, serviços digitais e dados, onde a conectividade é apenas o ponto de partida”, acrescenta.
O investimento fixou-se em 403 milhões de euros, refletindo a aposta na expansão de redes, enquanto a empresa reforçou a diversificação além das telecomunicações, com destaque para o negócio da energia.
Ao nível da infraestrutura, a MEO terminou 2025 com 6,7 milhões de casas cobertas por fibra ótica e níveis de cobertura de 99,98% em 4G e 97,22% em 5G.
“O foco na digitalização, automatização e inteligência artificial está a redefinir a nossa forma de operar, aumentando a eficiência, a escala e a capacidade de resposta ao cliente”, afirma Ana Figueiredo.
MEOestá a transformar-se para ser uma plataforma de serviços
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O negócio das telecomunicações encontra-se muito pressionado e a maior operadora portuguesa está já a mudar de rumo. Quer ser uma plataforma digital aberta, inovadora, para dados e serviços.