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Madeira recorda exemplo europeu para pedir solidariedade a Lisboa

“Bruxelas levantou o limite de endividamento aos estados membros. Não faz sentido a República ainda o impor às regiões autónomas”, disse.

Os juros do empréstimo da República à Madeira foram reduzidos no início do ano, no seguimento das reivindicações do Governo Regional. É preciso ir mais longe nessa redução?
Era inexplicável e irracional obrigar a Madeira a pagar uma taxa de juro de 3,383%, quando a República se estava a endividar nos mercados financeiros a 1% e a taxas até mais baixas e até negativas. Foi uma solicitação que fizemos ao Governo da República, aceite no final do ano passado, tendo então sido reduzida de 3,375% para 2,783%. Ainda consideramos que é uma taxa muito elevada, pois não faz sentido termos este acréscimo de custos. Recordo que bastaria baixar de 2,7% para 2,4%, que mesmo assim está acima da média de financiamento ou da taxa de juro que o Governo da República faz, e nós temos uma poupança anual superior a 12 milhões de euros só em juros pagos à República. Queremos honrar os compromissos, não estamos a pedir para que nos isentem das nossas responsabilidades, mas ganhar dinheiro desta forma com a Região é que achamos inaceitável. O Governo da República não é nenhuma instituição financeira, nem se relaciona com as Regiões Autónomas através de instituições financeiras, nem é para isso que existe, portanto achamos que esta revisão tem de acontecer o mais rapidamente possível.

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