A KPMG Law entrou oficialmente na esfera jurídica portuguesa no final de junho, um avanço há muito aguardado pelo mercado e que promete apostar em várias áreas business law.
Luís Magalhães está à frente do novo escritório, integrado numa rede internacional em mais de 100 países, que assenta num “projeto estruturado”com uma “equipa ímpar”. O projeto nasce beneficiado pelo “investimento massivo” em tecnologia feito pela KPMG em Portugal.
São sete os sócios da equipa inaugural da consultora KPMG no setor jurídico, a última das Big Four a concretizar a aposta no mercado da advocacia.
Além dos sócios Bernardo Almeida Azevedo, Dzhamil Oda, João Afonso, Jorge Cortez, Manuel Gouveia Pereira, Marta Gouveia Gomes e Samantha Cyrne, a equipa deverá crescer até aos 40 profissionais até ao final do ano, ultrapassando os 70 em dois anos.
Segundo Luís Magalhães, a estratégia de crescimento será acompanhada de um “investimento significativo” e executada com um “reforço progressivo das equipas nas áreas onde acreditamos poder aportar maior valor técnico aos clientes”.
Para a KPMG Law, sublinhou, “mais do que cobrir todas as áreas de forma indiferenciada, o objetivo é concentrar talento, investimento e capacidade técnica nos” naqueles domínios.
Numa primeira linha, as áreas que a sociedade considera “críticas para os desafios atuais das empresas” são Corporate, M&A e Private Clients; Real Estate, Urbanismo, Turismo e Construção; Direito Público e Contencioso; Ambiente & Clima, Recursos Naturais e ESG; Concorrência, Direito Europeu e Regulação.
O escritório quer apostar, também, em “equipas robustas” especializadas em matéria de Direito Financeiro Direito Laboral.
A aproximação a estas áreas resulta das “necessidades dos Clientes em matérias cada vez mais complexas e que cruzam as dimensões jurídicas com as financeiras, regulatórias, fiscais, tecnológicas e operacionais”, explica.
O que distingue o projeto jurídico da KPMGdos avançados pelas restantes consultoras?
“A nossa proposta distingue-se pela excelência jurídica ímpar das nossas equipas, bem como pelo modelo de advocacia efetivamente integrado, aproveitando proativamente a rede internacional e beneficiando de capacidades tecnológicas sem paralelo em Portugal”, explica.
Segundo o sócio e membro da Comissão Executiva da consultora, a KPMG Law “foi criada de raiz (sem legacy cultural ou operacional) depois de uma análise aprofundada do mercado e da experiência internacional da rede KPMG Law”, tendo em vista “apresentar uma proposta diferenciadora na advocacia e assessoria jurídica em Portugal”.
Justificando a resposta, Luís Magalhães escolhe a “excelência técnica”como a “pedra de toque” do projeto, acrescentando que a KPMG Law segue uma linha de “efetiva multidisciplinariedade”. “Não se confunde com uma extensão ou complemento de outra área funcional; trata-se de uma unidade autónoma, com capacidade própria de gerar negócio, mas beneficiando funcionalmente do ecossistema da KPMG”. Dessa fórmula fazem parte, ainda, a escala internacional do projeto, dado que se junta a uma rede global com cerca de quatro mil advogados em mais de 100 jurisdições e, por fim, a tecnologia. “A KPMG Law nasce sem legacy e preparada para integrar IA, automação, gestão de dados e novas plataformas de trabalho na prestação de serviços jurídicos, o que permite responder com maior eficiência, consistência e capacidade de inovação às necessidades dos clientes”.
KPMG Law garante modelo de advocacia “efetivamente integrado”
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Foi o grande anúncio do ano no mercado da advocacia. O braço jurídico da KPMGestreia-se com sete sócios e uma equipa que deverá crescer para 40 profissionais até ao final do ano. Em dois anos, serão mais de 70.