Para compreender a alma mongol, é preciso entender o cavalo. Desde os tempos do imperador Gengis Khan, no século XIII, que foram decisivos para a transformação de tribos nómadas num dos maiores impérios territoriais já conhecidos.
A sua importância não é só cultural, mas também linguística. São mais de 300 as palavras existentes para designar ‘cavalo’. E, mais do que um passatempo, a equitação é uma forma de estar. Nas áreas rurais, as crianças aprendem a montar entre os 3 e 5 anos de idade e participam em competições a partir dos 6 anos, em particular por ocasião do Naadam, o grande festival cultural da Mongólia.
Símbolo de força, resistência e liberdade, o cavalo mongol tem sido, também, o protagonista das fotografias de Wang Zhengping. Uma seleção de imagens pode agora ser vista, até 4 de julho, na Ochre Space, em Lisboa. Espaço dedicado à fotografia contemporânea e à videoarte, que mantém fortes ligações com a fotografia chinesa e japonesa.
Imagens que convocam o mito do cavalo mongol
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A objetiva de Wang Zhengping traz a Lisboa a energia vital do cavalo mongol, símbolo de resistência da cultura das estepes.